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O que é um Depósito a Prazo e Quanto Rende?

Um depósito a prazo é um contrato em que entregas uma quantia ao banco durante um período definido — 3, 6, 12 meses ou mais — e recebes em troca uma taxa de juro combinada à partida. No fim do prazo, o banco devolve-te o capital mais os juros. É o produto de poupança mais comum em Portugal porque é simples, tem o capital protegido dentro dos limites do Fundo de Garantia de Depósitos e não exige que percebas nada de mercados. Em contrapartida, a rendibilidade costuma ser baixa e os juros pagam imposto. Este guia explica como funciona um depósito a prazo, quanto rende na prática depois de impostos e o que deves comparar antes de abrir um.

Como funciona um depósito a prazo

Escolhes um montante, um prazo e um banco. Durante esse prazo, o dinheiro fica imobilizado e vence a taxa de juro contratada, que pode ser paga no fim, periodicamente (mensal, trimestral, semestral) ou antecipadamente. A taxa anual nominal bruta é a referência que os bancos anunciam — indica quanto rende o depósito num ano, antes de impostos.

Alguns depósitos permitem mobilização antecipada, ou seja, levantar o dinheiro antes do fim do prazo. Nesse caso é normal perderes parte ou a totalidade dos juros do período em curso — o capital nunca é penalizado. Outros depósitos não permitem mobilização de todo. Confirma esta condição na Ficha de Informação Normalizada antes de assinares.

Taxa bruta e taxa líquida: o que sobra para ti

Os juros de depósitos a prazo estão sujeitos a retenção na fonte de IRS à taxa liberatória de 28% para residentes no continente e na Madeira (22,4% nos Açores). O banco desconta esse imposto automaticamente e entrega-o à Autoridade Tributária, por isso recebes os juros já líquidos e, em regra, não tens de os declarar.

Na prática, se um depósito tem uma taxa bruta de 2%, a taxa líquida ronda os 1,44% (2% menos 28%). É este o número que interessa comparar entre bancos. Podes optar por englobar os juros na declaração de IRS em vez da retenção liberatória, mas só compensa se a tua taxa marginal de IRS for inferior a 28%.

O que protege o teu dinheiro: o Fundo de Garantia de Depósitos

O Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) garante o reembolso até 100 000 euros por depositante e por instituição de crédito, caso o banco entre em incumprimento. O limite aplica-se ao conjunto de todos os teus saldos nesse banco — contas à ordem, depósitos a prazo e contas poupança somados.

Se tens mais de 100 000 euros para depositar, dividir o dinheiro por bancos diferentes, com licenças distintas, coloca cada parcela dentro do limite garantido. Nas contas conjuntas, a parte de cada titular conta separadamente para o limite.

Quanto rende, na prática, e o que comparar

Para estimar quanto rende um depósito, multiplica o capital pela taxa líquida e pela fração do ano correspondente ao prazo. Num depósito de 10 000 euros a 12 meses com taxa bruta de 2% (líquida de cerca de 1,44%), recebes à volta de 144 euros de juros ao fim de um ano.

Ao comparar, olha para a taxa líquida, o prazo, se há renovação automática e em que condições, se permite mobilização antecipada e qual a penalização, e se a taxa é fixa ou crescente. Desconfia de taxas promocionais que só se aplicam ao primeiro mês ou apenas a dinheiro novo.

Perguntas Frequentes

Os juros do depósito a prazo pagam imposto?
Sim. Há retenção na fonte de 28% de IRS sobre os juros (22,4% nos Açores). O banco desconta automaticamente e recebes os juros líquidos, sem teres de os declarar, a menos que optes pelo englobamento.
O que acontece se precisar do dinheiro antes do fim do prazo?
Depende do depósito. Se permitir mobilização antecipada, perdes geralmente os juros do período em curso, mas nunca o capital. Se não permitir, o dinheiro fica indisponível até ao vencimento. Confirma esta condição antes de subscreveres.
O meu depósito está protegido se o banco falir?
Sim, até 100 000 euros por depositante e por instituição, através do Fundo de Garantia de Depósitos. Esse limite abrange a soma de todos os teus depósitos nesse banco.
Depósito a prazo ou conta poupança: qual é melhor?
A conta poupança costuma permitir levantar o dinheiro a qualquer momento, mas com taxa mais baixa e por vezes variável. O depósito a prazo dá uma taxa fixa conhecida à partida, em troca de imobilizares o dinheiro. A escolha depende de precisares de liquidez ou não.

Conteúdo informativo, não constitui aconselhamento financeiro, fiscal nem jurídico. Confirma montantes, limites e condições em vigor diretamente nas fontes oficiais (Segurança Social, Banco de Portugal, Autoridade Tributária, Fundo de Garantia de Depósitos) antes de tomares uma decisão.

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